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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Países dos Bálcãs

História dos Bálcãs

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Formação dos estados balcãnicos de 1700 até hoje.

A região dos Balcãs foi a primeira região da Europa a sentir a chegada de culturas agrícolas na era neolítica. As práticas de cultivo de cereais e gado chegaram na região dos Balcãs a partir do Crescente Fértil, através da Anatólia, e espalhou-se para o oeste e norte da Panónia e na Europa Oriental.

A identidade dos Balcãs é dominada por sua posição geográfica, historicamente, a área era conhecida como uma encruzilhada de diferentes culturas. Foi uma junção entre organismos latinos e gregos do Império Romano, o destino de um afluxo maciço de pagãos eslavos, uma área em que o cristianismo ortodoxos e católicos se encontrava, bem como o ponto de encontro entre o Islã e o Cristianismo.

Na pré-clássico e na antiguidade clássica, esta região era a casa dos gregos, Ilírios, Trácios, Dácios e outros grupos antigos. Posteriormente, o Império Romano conquistou a maior parte da região e propagou a cultura romana e a língua latina, mas uma grande parte ainda ficou sob influência clássica grega. Durante a Idade Média, os Balcãs se tornaram palco de uma série de guerras entre o Império Bizantino, o Império Búlgaro e o Império Sérvio.

Possivelmente o acontecimento histórico que deixou a maior marca na memória coletiva dos povos dos Balcãs foi a expansão e a posterior queda do Império Otomano. Até ao final do século XVI, tornou-se a força de controle na região, embora tenha sido centrado em torno da Anatólia. Muitos povos dos Balcãs e Cárpatos colocam seus maiores heróis populares tanto no ataque ou na retirada do Império Otomano. Como exemplos, para os croatas, Nikola Subic Zrinski e Petar Kružić; para os sérvios, Miloš Obilić e o czar Lazar; para os albaneses, Skanderbeg; de etnia macedónia, Nikola Karev; para os bósnios, Husein Gradaščević; e para búlgaros, Vasil Levski, Georgi Sava Rakovski e Hristo Botev. Nos últimos 550 anos, devido às frequentes Guerras Otomanas na Europa e em torno dos Balcãs, e no isolamento comparativo da maioria da população otomana do avanço econômico (que reflete a mudança comercial e política do centro da Europa para o Atlântico), os Balcãs se tornaram a parte menos desenvolvida da Europa.

As nações dos Balcãs começaram a reconquistar a sua independência no século XIX (Grécia, Sérvia, Bulgária, Montenegro), e em 1912-1913 a Liga Balcânica reduziu o território da Turquia para a sua presente extensão com a Guerra dos Balcãs. A Primeira Guerra Mundial foi desencadeada em 1914 pelo assassinato em Sarajevo (a capital da Bósnia e Herzegovina) do Arquiduque Francisco Ferdinando da Áustria-Hungria. O império otomano foi um dos três mais importantes membros das Potências Centrais. Uma importante contribuição para a vitória da Entente ocorreu na região, depois que a Grécia aderiu à guerra em 1917, com a capitulação da Bulgária e Império Otomano, o que levou à rápida capitulação da Áustria-Hungria.

O sucesso das forças gregas contra o Eixo durante a Segunda Guerra Mundial e, subsequentemente, a resistência albanesa, grega e sérvia, mudou o curso da guerra e os aliados deram um passo decisivo para a vitória. Após a Segunda Guerra Mundial, a União Soviética e o comunismo desempenharam um papel muito importante na região dos Balcãs. Durante a Guerra Fria, a maior parte dos países dos Balcãs eram governados por governos comunistas apoiados pelos soviéticos (os chamados países satélites). A Grécia continuou a ser o único país não-soviético, mas também foi o único país da Europa a que a guerra fria ficou "quente" devido à Guerra Civil Grega.

No entanto, apesar de estar sob governos comunistas, a Iugoslávia (1948) e a Albânia (1961) abandonaram a aliança com a URSS. A Iugoslávia, liderada pelo marechal Josip Broz Tito (1892-1980), rejeitou-se submenter ao regime stalinista, e procurou estreitar as relações com o Ocidente, mais tarde, juntou-se a muitos países do Terceiro Mundo no Movimento Não-Alinhado. A Albânia, por outro lado gravitou para a China Comunista, mais tarde adota uma posição isolacionista.

Os únicospaíses não comunistas da região foram a Grécia e a Turquia, que eram (e ainda são) parte da OTAN.

Na década de 1990, a região foi gravemente afetada pelo conflito armado nas antigas repúblicas Iugoslavas, resultando na intervenção de forças da OTAN na Bósnia e Herzegovina, na Sérvia, e na República da Macedónia. O Kosovo passou a ser controlado pela ONU, e obteria a independência da Sérvia em 2008.

Uma série animada de mapas mostrando a cisão da segunda Iugoslávia; as diferentes cores representam as áreas de controle.

██ República Socialista Federativa da Jugoslávia

██ República Federal da Jugoslávia; Sérvia e Montenegro; Sérvia

██ Croácia

██ Eslovênia

██ República da Macedônia

██ Bósnia e Herzegovina

██ Montenegro

██ Kosovo

Os países dos Balcãs tem o território sob controle direto de rotas entre a Europa Ocidental e o Sudoeste da Ásia (Ásia Menor e o Oriente Médio). Desde 2000, todos os países dos Balcãs possuem uma relação amigável com a UE e os EUA.

A Grécia é um membro da União Europeia desde 1981, Eslovénia e Chipre desde 2004. A Bulgária e a Roménia aderiram à União em 2007. Em 2005, a União Europeia decidiu dar início às negociações de adesão para os países candidatos: a Croácia, a Turquia e a Macedónia foram aceitos como países candidatos à adesão à União Europeia. Em Abril de 2009, Albânia, Bulgária, Croácia, Roménia e Eslovénia também tornam-se membros da OTAN. A Bósnia e Herzegovina e a ex-Sérvia e Montenegro iniciaram negociações com a UE sobre os Acordos de Estabilização e Adesão, embora pouco tempo depois de começarem, as negociações com a Sérvia e Montenegro foram suspensas por falta de cooperação com o Tribunal Penal Internacional para a antiga Jugoslávia.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ver artigo principal: História da química, Alquimia
O Alquimista, de Pietro Longhi.

A história da Química está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento do homem, já que abarca todas as transformações de matérias e as teorias correspondentes.

[editar] Os primeiros passos

A ciência química surge no século XVII, a partir dos estudos de alquimia, populares entre muitos dos cientistas da época. Considera-se que os princípios básicos da Química se recolhem pela primeira vez, na obra do cientista britânico Robert Boyle: The Sceptical Chymist (1661). A Química, como tal, começa um século mais tarde, com os trabalhos do francês Lavoisier e suas descobertas em relação ao oxigênio, à lei da conservação da massa e à refutação da teoria do flogisto como teoria da combustão. A partir destas leis de Lavoisier teve-se o início da Química Moderna.

[editar] A racionalização da Química

Um ponto crucial no desenvolvimento da Química, como ciência, foi a racionalização dos conhecimentos empíricos obtidos, procurando criar leis racionais e simplificar, de forma coerente, as informações obtidas. O princípio de conservação da massa e o entendimento da influência da composição da atmosfera nos experimentos — ambos amplamente disseminados a partir dos trabalhos de A. Lavoisier, no final do século XVIII — permitiram que os experimentos se tornassem cada vez mais rigorosos e precisos, em oposição ao caráter qualitativo das experimentações alquimistas.

A partir desse momento, a medição de massas assume um caráter fundamental na história da Química, tendo sido esse o principal impulsor para o desenvolvimento da balança, a partir da época de Lavoisier, tendo ele próprio construído os equipamentos mais precisos desse período.

[editar] A hipótese atomística

Por volta de 400 a.C. o filósofo grego Demócrito sugeriu que a matéria não é contínua, isto é, ela é feita de minúsculas partículas indivisíveis. Essas partículas foram chamadas de átomos (a palavra átomo significa, em grego, indivisível).

Demócrito postulou que todas as variedades de matéria resultam da combinação de átomos de quatro elementos: terra, ar, fogo e água.

Demócrito baseou o seu modelo na intuição e na lógica. No entanto foi rejeitado por um dos maiores lógicos de todos os tempos, o filosofo Aristóteles. Este reviveu e fortaleceu o modelo de matéria contínua, ou seja, a matéria como "um inteiro". Os argumentos de Aristóteles permaneceram até a Renascença.

Todo o modelo não deve ser somente lógico, mas também deve ser consistente com a experiência. No século XVII, experiências demonstraram que o comportamento das substâncias era inconsistente com a ideia de matéria contínua e o modelo de Aristóteles desmoronou.

Em 1808, John Dalton, um professor inglês, propôs a ideia de que as propriedades da matéria podem ser explicadas em termos de comportamento de partículas finitas, unitárias. Dalton acreditou que o átomo seria a partícula elementar, a menor unidade de matéria. Surgiu assim o modelo de Dalton: átomos vistos como esferas minúsculas, rígidas e indestrutíveis. Todos os átomos de um elemento são idênticos.

[editar] A racionalização da matéria

A teoria atomística de Dalton teve importantes repercussões. Baseado em dados experimentais, um cientista francês, chamado Joseph Proust, já tinha proposto formalmente o conceito de que toda substância tinha uma composição constante e homogênea. Assim, a água, por exemplo, independente da sua origem, era sempre composta pela mesma proporção de dois gases: oxigênio e hidrogênio. Juntando esse conceito e seus postulados atomísticos, Dalton organizou de forma racional as diversas substâncias conhecidas, criando uma tabela de substâncias que seriam formadas por apenas um tipo de átomo, e substâncias que eram formadas por uma combinação característica de átomos.

Assim, tanto a grafite como os gases hidrogênio e oxigênio, por exemplo, eram formados apenas por um tipo de átomo, enquanto que outras substâncias, como a água, eram formadas pela combinação de dois ou mais átomos, nesse caso, dos elementos hidrogênio e oxigênio (as dificuldades de obter certos dados com uma precisão razoável levaram Dalton a propor erroneamente para a água a fórmula HO, em vez de H2O). Apesar das dificuldades experimentais, Dalton propôs formulas certas para diversos compostos conhecidos na época, tendo seu trabalho revolucionado de forma definitiva o entendimento da matéria.

[editar] Conceitos fundamentais

Fases ou estados da matéria são conjuntos de configurações que objetos macroscópicos podem apresentar. São três os estados ou fases considerados: sólido, líquido e gasoso. Outros tipos de fases da matéria, como o estado pastoso ou o plasma, são estudados em níveis mais avançados de física.

No estado sólido, considera-se que a matéria do corpo mantém a forma macroscópica e a posição relativa de suas partículas. É particularmente estudado nas áreas da Estática e da Dinâmica. No estado líquido, o corpo mantém a quantidade de matéria e, aproximadamente, o volume; a forma e a posição relativa das partículas não se mantêm. É particularmente estudado nas áreas da Hidrostática e da Hidrodinâmica. No estado gasoso, o corpo mantém apenas a quantidade de matéria, podendo variar, amplamente, a forma e o volume. É particularmente estudado nas áreas da aerostática e da aerodinâmica.

Uma substância possui uma composição característica, determinada, e um conjunto definido de propriedades. Exemplos de substâncias são o cloreto de sódio, a sacarose e o oxigênio, entre outros. Uma substância pode ser formada por um único elemento químico (substância simples), como, por exemplo, o ouro, o ferro ou o cobre, ou por dois ou mais elementos, numa proporção definida (substância composta), como é o caso do cloreto de sódio (39,34% de sua massa é de sódio e 60,66%,de cloro).

Duas ou mais substâncias agrupadas constituem uma mistura, cuja composição e propriedade são variáveis. O leite, por exemplo, é uma mistura.

Denominam-se elemento químico todos os átomos que possuem o mesmo número atômico (Z), ou seja, o mesmo número de prótons.

Um composto químico é uma substância química constituída por moléculas ou cristais de dois ou mais átomos, ou íons, ligados entre si numa proporção fixa e definida, isto é, as proporções entre elementos de uma substância não podem ser alteradas por processos físicos. Por exemplo, a água é um composto formado por hidrogênio e oxigênio, na proporção de dois para um.

Um íon ou ião é uma espécie química eletricamente carregada, geralmente um átomo ou molécula que perdeu ou ganhou elétrons. Íons carregados negativamente são conhecidos como ânions, ou aniões' (que são atraídos para ânodos), enquanto íons carregados positivamente são conhecidos como cátions, ou catiões (que são atraídos por cátodos).

Uma molécula é um conjunto, electricamente neutro, de dois ou mais átomos unidos por pares compartilhados de elétrons (ligações covalentes), que se comportam como uma única partícula. Uma substância que apresente somente ligações covalentes e seja formada por moléculas discretas é chamada de substância molecular, cuja ligação suficientemente forte caracteriza-a com uma identidade estável.

As ligações químicas são uniões estabelecidas entre átomos para formarem as moléculas, que constituem a estrutura básica de uma substância ou composto. Na Natureza, existem, aproximadamente, uma centena de elementos químicos. Os átomos desses elementos químicos, ao se unirem, formam a grande diversidade de substâncias químicas.

Energia química é a energia potencial das ligações químicas entre os átomos. Sua liberação é percebida mais claramente, por exemplo, numa combustão. A energia química é liberada ou absorvida em qualquer reação química.

Uma reação química é uma transformação da matéria, na qual ocorrem mudanças qualitativas na composição química de uma ou mais substâncias reagentes, resultando em um ou mais produtos.

A tabela periódica dos elementos químicos é a disposição sistemática dos elementos, na forma de uma tabela, em função de suas propriedades. É muito útil para se preverem as características e tendências dos átomos.

[editar] Leis da química

As reações químicas são governadas por certas leis que trazem conceitos fundamentais em Química. Algumas delas são:

[editar] Divisão

A divisão da Química pode ser feita de diversas maneiras.

Por exemplo, a IUPAC divide a química em :

Mais tradicionalmente, a Química pode, também, ser dividida em diversas modalidades:

É a ciência da estrutura, das propriedades, da composição e das reações químicas dos compostos orgânicos que, em principio, são os compostos cujo elemento principal é o carbono. O limite entre a química orgânica e a química inorgânica, que segue, não é sempre nítido; por exemplo, o óxido de carbono (CO) e o anidrido carbônico (CO2) não fazem parte da Química Orgânica.
É o ramo da Química que trata das propriedades e das reações dos compostos inorgânicos. Neste, é incluída a geoquímica
É o estudo dos fundamentos físicos dos sistemas químicos e dos processos físicos. Em particular, a descrição energética das diversas transformações faz, por exemplo, parte desse ramo da Química. Nela, encontram-se disciplinas importantes, como a termodinâmica química e a termoquímica, a cinética química, a mecânica quântica, a espectroscopia e a eletroquímica.
É o estudo dos compostos químicos, das reações químicas e das interações químicas que acontecem nos organismos vivos. Inclui os sub-ramos da química médica, química clínica, química ambiental, toxicologia e bioquímica em si. Guardita relação com os outros ramos da química.
É o estudo de amostras de material, para se conhecerem a sua composição química e sua estrutura.
É o estudo dos fenômenos materiais e energéticos que aparecem no nível do núcleo dos átomos.
Alguns elementos, como o carbono e o silício, têm a propriedade de poderem formar cadeias repetindo numerosas vezes a mesma estrutura. Essas macromoléculas têm propriedades químicas e físicas exploradas pela indústria.

[editar] Química em tópicos

[editar] Tópicos Especiais

[editar] Literatura em Química

Além dos livros didáticos ou específicos sobre tópicos da Química no mundo, são publicados, diariamente, centenas de artigos técnicos e científicos. Há milhares de jornais e revistas periódicas de Química. A principal fonte de referência para uma pesquisa bibliográfica sobre os assuntos tratados na área química é o Chemical Abstracts, publicado pela American Chemical Society, o qual contém resumos dos principais artigos publicados mundialmente.